Tudo que me fizeste em enlace
Desfizeste nesse instante
Pudera nascer teimosia
Em palavras escassas?
Tudo que mentiste em suavidade
Desmentiste nesse instante
Pudera trazer insensatez
Em letras ilusórias?
Naquele intempérie dissestes raio de sol
E em apenas uma nuvem tempestuosa
Acabaste de desdizer.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Quarenta e dois
Risadas nada contidas
Sueca de sobriedade altamente questionável
Cuba libre direto do túnel do tempo
Largue desse moralismo sórdido
Porque enquanto os arrepios percorrem todo o meu corpo
Mesmo nesse calor estafante dá pra perceber muito bem
Que a sua vontade na minha faz todo o sentido
Sueca de sobriedade altamente questionável
Cuba libre direto do túnel do tempo
Largue desse moralismo sórdido
Porque enquanto os arrepios percorrem todo o meu corpo
Mesmo nesse calor estafante dá pra perceber muito bem
Que a sua vontade na minha faz todo o sentido
domingo, 21 de novembro de 2010
Fita Métrica
É no mínimo irônico que enquanto ela se descabela com as possibilidades sensatas em horas impróprias você preserva a vaidade intacta, a cabeça erguida e a lucidez intocada. Isso quase irrita, só não chega lá porque as ondas de temperança quebram bem perto da praia. O sorriso se segue, esclarecedor, incrédulo, mas ainda sim intencionado.
Não é que chegando mais perto o sorriso parece fora do lugar, torto, enferrujado? A situação parece envolta por uma grossa camada de lucidez questionável e vaidade solúvel. A cabeça pende nos ombros, balançando para todos os lados, às vezes acertando a indicação de mirar o teto.
Enquanto ela se guia por quase nada, e entende não muito bem o que fazer quando ele entrelaça os dedos suavemente nos dela, você insiste em parecer impassível. Veremos o que acontece quando por trás do cimento trincado surgir sua borboleta.
Não é que chegando mais perto o sorriso parece fora do lugar, torto, enferrujado? A situação parece envolta por uma grossa camada de lucidez questionável e vaidade solúvel. A cabeça pende nos ombros, balançando para todos os lados, às vezes acertando a indicação de mirar o teto.
Enquanto ela se guia por quase nada, e entende não muito bem o que fazer quando ele entrelaça os dedos suavemente nos dela, você insiste em parecer impassível. Veremos o que acontece quando por trás do cimento trincado surgir sua borboleta.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Desfibrilador - Dez oito
Desfibrilador - Dez oito
Somente porque isso tem que estar aqui, não faria sentido não estar, mas eu sinto que é mais da Gabi do que meu. Quem sabe um dia eu chegue lá...
Somente porque isso tem que estar aqui, não faria sentido não estar, mas eu sinto que é mais da Gabi do que meu. Quem sabe um dia eu chegue lá...
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Precedendo o dez
O que queima agora é algo além daquela cinza com resto de brasa de outros tempos. O fogo que surge não se explica com atribuições costumeiras: pessoas e ocupações. É um fogo que surpreende, queima por si só, com a possibilidade de que eu possa ser simplesmente quem eu me permitir ser, alguém aí entende?
Sem fim e sem começo, fluxo e intenção. O que aqui e ali se expressa, não passa da mais supostamente inexplicável constatação: sou sendo e muito mais.
Sem fim e sem começo, fluxo e intenção. O que aqui e ali se expressa, não passa da mais supostamente inexplicável constatação: sou sendo e muito mais.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
De Pernas para o Ar
Hoje foi o dia em que a menina ficou com os pés logo onde deveria se ver a cabeça. E não saberia explicar nada além disso, todo aquele alvoroço não lhe permitia. Pelo menos não hoje, não hoje.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Semana produtiva
Hm, duas resoluções cumpridas:
- Voltar pra academia, saindo da minha vida sedentária de comilança.
- Começar a terapia, já no oitavo período de Psicologia. (antes tarde do que nunca)
Agora surgem as consequências: meu peito e minhas costas estão doloridas; e além de eu estar alvoroçada por esse primeiro contato com ser paciente/cliente em terapia, acabei indo em duas psicólogas maravilhosas e agora não sei com qual das duas eu prossigo o tratamento. õ.o
Post inútil, só senti vontade de postar. xD
- Voltar pra academia, saindo da minha vida sedentária de comilança.
- Começar a terapia, já no oitavo período de Psicologia. (antes tarde do que nunca)
Agora surgem as consequências: meu peito e minhas costas estão doloridas; e além de eu estar alvoroçada por esse primeiro contato com ser paciente/cliente em terapia, acabei indo em duas psicólogas maravilhosas e agora não sei com qual das duas eu prossigo o tratamento. õ.o
Post inútil, só senti vontade de postar. xD
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Brincando com fogo
Tem dias em que eu realmente penso: deve ser tolice da minha parte ser tão transparente. Os dias de sorrisos se inverteram e a rotina nunca antes havia sido harmoniosa assim. Enquanto eu ando de peito aberto, as lágrimas ainda deslizam de vez em outra, devo assumir, logo quando a verdade me atinge mais uma vez. Mas eu sei que ainda prefiro andar por aí com o peito aberto do que com os braços cruzados e ferrugem no sorriso. Querendo ou não, eu me permito lamentar, enlutar e acho que justamente por isso sei fraquejar sem deixar de ser forte, sabe?
Ainda queima. Algo me engasga, porque agora não consigo mais gostar da forma como mentem para mim. E quando mesmo assim ainda me ludibriam e me fazem entender a diferença não vetada pelas entrelinhas, eu só posso me sentar na calçada, com os pés firmemente pressionados contra o asfalto e me desprender entre soluços. Depois que o momento de desrazão passa, me resta compreender o tangível e tentar mais uma vez ser egoísta de verdade, mesmo com esse meio egoísmo altruistamente estúpido relutando dentro de mim.
Com tudo isso em mente, os passos vão se arranjando. Acho que nunca fui muito de planos mesmo e me confunde essa intenção calculada. As mãos provisoriamente dadas podem não querer dizer muito e certamente entregam que a provisoriedade não é para mim, mas por enquanto é o que anseio e talvez até o que eu precise.
Ainda queima. Algo me engasga, porque agora não consigo mais gostar da forma como mentem para mim. E quando mesmo assim ainda me ludibriam e me fazem entender a diferença não vetada pelas entrelinhas, eu só posso me sentar na calçada, com os pés firmemente pressionados contra o asfalto e me desprender entre soluços. Depois que o momento de desrazão passa, me resta compreender o tangível e tentar mais uma vez ser egoísta de verdade, mesmo com esse meio egoísmo altruistamente estúpido relutando dentro de mim.
Com tudo isso em mente, os passos vão se arranjando. Acho que nunca fui muito de planos mesmo e me confunde essa intenção calculada. As mãos provisoriamente dadas podem não querer dizer muito e certamente entregam que a provisoriedade não é para mim, mas por enquanto é o que anseio e talvez até o que eu precise.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
You get what you need
É bem interessante, pra se dizer o mínimo, ficar triste, correr atrás do que eu sei que preciso, ao invés do que eu quero e ter paz de espírito com o coração apertado ao mesmo tempo. õ.o
Mantra dos Rolling Stones que me rege:
"You can't always get what you want/ But if you try sometimes/ You just might find you get what you need!"
Mantra dos Rolling Stones que me rege:
"You can't always get what you want/ But if you try sometimes/ You just might find you get what you need!"
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Tendendo a Perniciosa Melodia
O que dizer sobre a mais completa manifestação do que eu sou não sendo? Ainda tento entender se o que eu sou somente às vezes afeta profundamente o que eu viria a ser em algum instante. O que será que significa esse às vezes? Será realmente uma questão de freqüência, de medição precisa temporal, ou se trataria de algo de uma ordem de importância, o quanto eu valorizo cada ação executada? Acredito que nos últimos tempos o às vezes anda se tornando mais corriqueiro do que eu desejaria.
É extremamente complicado tirar um tijolo deteriorado depois que a parede inteira ficou pronta. Ainda tento descobrir como extrair esse pedacinho indesejável sem prejudicar a estrutura inteira. Ainda tento prever quando a parede toda irá desabar bem em cima de todos à minha volta.
E quando as notas se perderem soltas pelo ar, notas do estrondo que se segue a qualquer desabamento, o que há de vir? Quisera entender o que se passa em cada instante, memorizar as constatações imprevisíveis e realmente aprender com o que foi apreendido, ao invés de me deliciar por segundos que logo se esgotam.
Enquanto a ansiedade aos poucos me consome e o cansaço aos poucos me esgota só penso em como poderia ser se assim não o fosse. Melodias perdidas em expectativas infundadas e reticências mudas.
É extremamente complicado tirar um tijolo deteriorado depois que a parede inteira ficou pronta. Ainda tento descobrir como extrair esse pedacinho indesejável sem prejudicar a estrutura inteira. Ainda tento prever quando a parede toda irá desabar bem em cima de todos à minha volta.
E quando as notas se perderem soltas pelo ar, notas do estrondo que se segue a qualquer desabamento, o que há de vir? Quisera entender o que se passa em cada instante, memorizar as constatações imprevisíveis e realmente aprender com o que foi apreendido, ao invés de me deliciar por segundos que logo se esgotam.
Enquanto a ansiedade aos poucos me consome e o cansaço aos poucos me esgota só penso em como poderia ser se assim não o fosse. Melodias perdidas em expectativas infundadas e reticências mudas.
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