terça-feira, 19 de outubro de 2010

Semana produtiva

Hm, duas resoluções cumpridas:

- Voltar pra academia, saindo da minha vida sedentária de comilança.
- Começar a terapia, já no oitavo período de Psicologia. (antes tarde do que nunca)

Agora surgem as consequências: meu peito e minhas costas estão doloridas; e além de eu estar alvoroçada por esse primeiro contato com ser paciente/cliente em terapia, acabei indo em duas psicólogas maravilhosas e agora não sei com qual das duas eu prossigo o tratamento. õ.o

Post inútil, só senti vontade de postar. xD

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Brincando com fogo

Tem dias em que eu realmente penso: deve ser tolice da minha parte ser tão transparente. Os dias de sorrisos se inverteram e a rotina nunca antes havia sido harmoniosa assim. Enquanto eu ando de peito aberto, as lágrimas ainda deslizam de vez em outra, devo assumir, logo quando a verdade me atinge mais uma vez. Mas eu sei que ainda prefiro andar por aí com o peito aberto do que com os braços cruzados e ferrugem no sorriso. Querendo ou não, eu me permito lamentar, enlutar e acho que justamente por isso sei fraquejar sem deixar de ser forte, sabe?

Ainda queima. Algo me engasga, porque agora não consigo mais gostar da forma como mentem para mim. E quando mesmo assim ainda me ludibriam e me fazem entender a diferença não vetada pelas entrelinhas, eu só posso me sentar na calçada, com os pés firmemente pressionados contra o asfalto e me desprender entre soluços. Depois que o momento de desrazão passa, me resta compreender o tangível e tentar mais uma vez ser egoísta de verdade, mesmo com esse meio egoísmo altruistamente estúpido relutando dentro de mim.

Com tudo isso em mente, os passos vão se arranjando. Acho que nunca fui muito de planos mesmo e me confunde essa intenção calculada. As mãos provisoriamente dadas podem não querer dizer muito e certamente entregam que a provisoriedade não é para mim, mas por enquanto é o que anseio e talvez até o que eu precise.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

You get what you need

É bem interessante, pra se dizer o mínimo, ficar triste, correr atrás do que eu sei que preciso, ao invés do que eu quero e ter paz de espírito com o coração apertado ao mesmo tempo. õ.o

Mantra dos Rolling Stones que me rege:

"You can't always get what you want/ But if you try sometimes/ You just might find you get what you need!"

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Tendendo a Perniciosa Melodia

O que dizer sobre a mais completa manifestação do que eu sou não sendo? Ainda tento entender se o que eu sou somente às vezes afeta profundamente o que eu viria a ser em algum instante. O que será que significa esse às vezes? Será realmente uma questão de freqüência, de medição precisa temporal, ou se trataria de algo de uma ordem de importância, o quanto eu valorizo cada ação executada? Acredito que nos últimos tempos o às vezes anda se tornando mais corriqueiro do que eu desejaria.
É extremamente complicado tirar um tijolo deteriorado depois que a parede inteira ficou pronta. Ainda tento descobrir como extrair esse pedacinho indesejável sem prejudicar a estrutura inteira. Ainda tento prever quando a parede toda irá desabar bem em cima de todos à minha volta.
E quando as notas se perderem soltas pelo ar, notas do estrondo que se segue a qualquer desabamento, o que há de vir? Quisera entender o que se passa em cada instante, memorizar as constatações imprevisíveis e realmente aprender com o que foi apreendido, ao invés de me deliciar por segundos que logo se esgotam.
Enquanto a ansiedade aos poucos me consome e o cansaço aos poucos me esgota só penso em como poderia ser se assim não o fosse. Melodias perdidas em expectativas infundadas e reticências mudas.

domingo, 29 de agosto de 2010

Vinte e hmmm

Exemplifico agora o que é ser hoje o que não fui anteontem e o que mal fui ontem. Ainda não sei muito bem em que isso implica, como a diferença se concretiza em mim, mas basta dizer que em abstração sei o que entender. O cansaço do apreender pelas metades pesa, quase me anula.

Chega mais perto, desliza teus dedos nos meus, encosta tua pele na minha, encerre teus lábios nos meus. Enquanto sua barba roça levemente no meu pescoço eu só sei que esse cansaço vai embora e você me faz mais feliz.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Meu ser

Deixei meus olhos vazios por aí, sobre a soleira de alguma porta desconhecida. Pouco me importa quem os encontrará, pois aqueles olhos estáticos já não pertencem a mim, vieram do mundo e ao mundo retornam.
Olhos vidrados em algo tão belo que nunca existiu, mas, de uma forma indiferente, se perdeu com o tempo. Vidrados em um mundo que não mais me condiz, mundo que esses olhos guardam insistentemente, com um último suspiro de irrealidade. Mundo que me perde e ganha esses olhos. Meu prêmio de consolação: mentem para mim, como se o mundo fosse só meu.
Mudança sutil, que escapou aos, antes meus, olhos parados na essência de um alguém, anteriormente presenteado com suas atenções e cuidados.
Olhos sem vivacidade e artificiais, não eram reflexos dessa alma cuidadosa e reprimida que escondo. Fortes e decididos, dispostos a enganar os espelhos que me rondam, porém não notam a perda dos olhos.
Meus olhos lhe dizem verdades incompletas, acreditam na sua falsa originalidade e fingem concluir que o seu sarcasmo não é infantil. Crêem que não magoa ninguém com suas tolices sórdidas e que os baques mudos não carregam consigo um significado tão completo.
Extensões não incluem a mim, agora refeita e crítica, em variações desse afeto mútuo. Contos de fadas não iludem a mim, agora racional e inconstante, em desfechos generosos de plena realização.
Seus risos me assustam, não provém de comentários inocentes, ou da felicidade em si. Provém de uma felicidade doentia, que se fundamenta no sofrimento desmedido de alguém que não merece. Sua ignorância não mais me comove, porque ela foi escolhida e considerada como ritual de iniciação. Sua indiferença só te reduz, não faço parte dela, só recebo seus feixes perdidos, sem direção.
Junto com meus olhos abandonei alguém que agradava aos seus espelhos...


Antigo, mas lembrei desse texto hoje depois de alguns acontecimentos triviais.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Pedra, Papel e Tesoura

A pedra no peito não pesa mais. Provavelmente foi sendo corroída pelas ondas que batiam de forma cada vez mais certeira, ondas desse beijo imenso onde ela pôde se afogar. Ainda tentava decidir o que era menos arriscado e testava, mais uma vez, o que estabilidade queria dizer, que certezas eram impelidas ou impedidas.
A caixa de risadas estava inevitavelmente danificada, passara o dia sorrindo torto, com o sorriso quebrado e o riso desafinado. Não sabia o que isso queria dizer. Seria um atestado de que o contentamento não apareceria? Ou seria uma simples revolta, um atentado de auto sabotagem, lhe dizendo que não deveria rir quando a graça não se fizesse presente?
As costumeiras cordas da auto-repressão estavam frouxas, ela se sentia quase livre de quem precisava ser enquanto todo mundo a observava incessantemente. As palavras fluíam sem que ela sentisse algum controle direto sobre o que era dito.
Ela tentava entender como poderia sentir sem explicar para si mesma ou para o mundo inteiro. Ele tinha aquela tendência irremediável de racionalizar sentimentos irracionalizáveis e se sentia confuso, tentando apreender o motivo de ela, de vez em outra, virar tudo de pernas pro ar. Enquanto ela traçava cabides com as tolices costumeiras dele, ele insistia em trazer para ela intensidade desmedida: os dentes que se cerravam suavemente e os lábios sonoros.

(Pedra no peito emprestada do Chico Buarque e Beijo imenso onde eu possa me afogar emprestado dos Los Hermanos.)

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Imiscuindo-me

Queria brincar menos de cotidiano, me arriscar a deslizar pelas possibilidades improváveis. Largando a certeza em um canto, subjugando a verdade e desdizendo as certezas. As distrações enganam em mim a obviedade lúcida, quisera questionar a sobriedade volúvel daqueles dias cinzentos de fim de calendário.
Os tijolos amarelos não mais podem me dizer onde devo ir, a estrada previamente traçada de nada serve, não se encaixa na nova construção mutável. E justamente quando os fatos duvidosos demandam minha atenção, insisto em não me deixar fazer entender, ignoro, contesto, mistifico, transformo universalidade em mero ponto de vista.
Os desabafos insólitos nunca ensejaram contar tudo que pudesse ser dito com poucas palavras e finalidades distintas. As letras se emaranham no papel, não permitem combinação alguma que venha a fazer sentido. As palavras se distorcem, perdem seu significado intrínseco, não completam esse raciocínio tão ilógico. As frases não comportam essa intencionalidade, grande parte desse todo é meramente vulto, espectro, sombra do que queria por vir-a-ser, é não-dito. As intenções transbordam, escorrem por entre meus dedos. O controle que me escapa vem para atestar o inevitável: a razão não elucida o que aqui se encerra.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Acordo

Tentei dizer sobre os gritos perdidos, os sonhos contidos e as verdades em ênfase. Sabia ensaiar por entre as vontades intensas que entendiam muito bem onde queriam chegar. Acho que sou mesmo assim, eternamente insatisfeita e mal resolvida, rogando por descanso, prevendo intensidade e cobiçando muito mais do que posso me permitir nesse instante de exaustão: minha pele na tua, vez após vez.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Vinte dois em vinte dois

Acho que todos tínhamos que ter em nós, um pouco mais de Gabi. Um pouco mais de intensidade, de paixão, de sorriso, de abraço e de poesia.
Nos seus vinte dois em pleno vinte e dois, te desejo telefones deixados de lado para cantar lavando louça sempre que julgar necessário, mas também te desejo muitos dias de canção compartilhada, de vozes alternadas e de deixar a louça mofando suja na pia.
Essas palavrinhas são só pra acompanhar o abraço que dei mais cedo e pra dizer que você e nosso grupinho de terça-feira (que deixa saudades até mesmo em dias de gramado) faz muita diferença em minha vida.