Queria saber dizer o que acontece quando todas as verdades parecem ganhar lugar devidamente apropriado. Não sirvo para ser bem resolvida, pois as turbulências que se seguem atestam a verdade fugidia. Assim tento constituir no indescritível um sentido, síntese das idéias difusas que rebatem aqui dentro.
É uma vontade de que a intencionalidade se concretize, no entanto, pressinto uma total falta de disposição e simplesmente me entrego. A desistência me angustia, me corrói, me inunda. Enquanto o aperto na garganta insiste, o mais puro dissabor me invade. É assim, antítese do que me faz respirar cada vez mais fundo.
Os dentes se cerram intensamente e os olhos vão perdendo força, aos poucos vão pesando. Enquanto o peito exposto se descortina cada vez mais, surge aquele receio inevitável de não saber onde começa e onde termina cada sorriso. Cada sorvo inebriante retumba uma consternação que pouco se explica e muito se experiencia.
Não consigo manejar as palavras que despendem pretensões previamente estimadas. Sobram-me fonemas perdidos na satisfação de entender essas frases faltantes em letras e que transbordam sentido intrínseco. O sorriso que transparece indica algo que transcende o imediato, o claramente observável.
Vou sonhando até surgir em preto e branco a inverdade temida. Os momentos de tensão dão lugar a dias cada vez mais coloridos e incalculados. É o suspiro que encerra a realidade prenunciada: o medo de ser felicidade.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Soleira
A cabeça latejando, pesa
O peito que se aperta, sufoca
A garganta travada, em nó
Os olhos ardem, se fecham
Era assim
Não saberia explicar a urgência por inexistência
Queria poder encolher até sumir de vez, sem escapatória
Os dias se perdem na semana
As semanas dançam pelo mês
Os meses escorregam pelo calendário encardido
O tempo se reveste em fluidez inapreensível
Era assim
Falta de sentido, consternação.
O peito que se aperta, sufoca
A garganta travada, em nó
Os olhos ardem, se fecham
Era assim
Não saberia explicar a urgência por inexistência
Queria poder encolher até sumir de vez, sem escapatória
Os dias se perdem na semana
As semanas dançam pelo mês
Os meses escorregam pelo calendário encardido
O tempo se reveste em fluidez inapreensível
Era assim
Falta de sentido, consternação.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Corrente
Começo é o prelúdio de alguma vontade
Vontade é a intenção que se faz em verdade
Verdade são as mãos que se entrelaçam
Entrelace são os corpos que se intercalam sobre o lençol riscado
Risco é o perigo manifesto de te querer bem
Bem é parte de mim que se faz tua sem saber
Saber é o entender que se fez espontâneo
Espontâneo é esse sorriso que surge mesmo sem cosquinhas
Cosquinhas são a síntese de uma afetividade inevitável
Inevitável é outra forma de mencionar a intencionalidade fugidia
Fugidio é nosso tempo que logo se distorce em meses
Meses esses que somam dois
Dois mencionados, ao teu lado
Lado dito, que me faz, a cada dia, feliz sem entender
Vontade é a intenção que se faz em verdade
Verdade são as mãos que se entrelaçam
Entrelace são os corpos que se intercalam sobre o lençol riscado
Risco é o perigo manifesto de te querer bem
Bem é parte de mim que se faz tua sem saber
Saber é o entender que se fez espontâneo
Espontâneo é esse sorriso que surge mesmo sem cosquinhas
Cosquinhas são a síntese de uma afetividade inevitável
Inevitável é outra forma de mencionar a intencionalidade fugidia
Fugidio é nosso tempo que logo se distorce em meses
Meses esses que somam dois
Dois mencionados, ao teu lado
Lado dito, que me faz, a cada dia, feliz sem entender
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Blasé
A angústia que se prediz nesses olhos vazios
Faz parte dessa tristeza que não se explica
Palavras ocas: é marasmo
O nó na garganta palpita
As têmporas latejam incomodamente
O zunido ensurdece
A ignorância rebate
A fuga não mais me ludibria
De que me adianta escapar do mundo
Se um dia hei de voltar?
Não me serve mais falar do descontentamento nas lágrimas que se seguem
É assim, engulo o choro
Esboço algo que lembre um sorriso
E traço poesia
Faz parte dessa tristeza que não se explica
Palavras ocas: é marasmo
O nó na garganta palpita
As têmporas latejam incomodamente
O zunido ensurdece
A ignorância rebate
A fuga não mais me ludibria
De que me adianta escapar do mundo
Se um dia hei de voltar?
Não me serve mais falar do descontentamento nas lágrimas que se seguem
É assim, engulo o choro
Esboço algo que lembre um sorriso
E traço poesia
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Racionalidade flutuante
A cabeça lhe escorregava de cima dos ombros. Descendente de tudo que lhe dizia respeito, parecia solta por todos os cantos. Os becos escuros da insistência lhe assopravam todas as respostas que ela insistia em refletir, com a cabeça solta e os joelhos relutantes. O bocejo surgia para denotar algo que não lhe condizia. Sabia muito bem falar sobre a simultaneidade dos fatos reclusos.
A mão puxava para trás os cabelos curtos. A nuca exposta tentava absorver cada resquício da leve brisa que se espalhava no ambiente. O calor estafante a sufocava, a angustiava. Já as palavras que se seguiam sugeriam algo mais que uma constatação nova e surpreendente. Era a novidade mais velha de todas, a obviedade mais reluzente de todos os tempos. A verdade na ponta da língua, no cerne dos braços, no íntimo dos passos.
Algo diferente surgia da rotineira troca de palavras. Aquela sensação de que o seu tudo dependia dela e somente dela. Todo o poder nos pés e a cabeça que flutuava não expressava mais a impotência inicial. A intoxicante e inebriante percepção de que o azul do céu era tudo que ela precisava naquele momento. Deitada sobre a grama, uma mão repousava suavemente sobre a cabeça avulsa, confundida no verde esmeralda.
Saberia explicar as vontades constantes, as realidades presentes e as intenções previstas. As nuvens que se moviam lentamente no céu riscado a fizeram chorar, só daquela vez, derradeira e inexplicável, mas fizeram.
Descender, desdizer, desmentir, desmistificar, desenraizar, desapegar, desprender, entender. Assim, transcender. Desrazão?
A mão puxava para trás os cabelos curtos. A nuca exposta tentava absorver cada resquício da leve brisa que se espalhava no ambiente. O calor estafante a sufocava, a angustiava. Já as palavras que se seguiam sugeriam algo mais que uma constatação nova e surpreendente. Era a novidade mais velha de todas, a obviedade mais reluzente de todos os tempos. A verdade na ponta da língua, no cerne dos braços, no íntimo dos passos.
Algo diferente surgia da rotineira troca de palavras. Aquela sensação de que o seu tudo dependia dela e somente dela. Todo o poder nos pés e a cabeça que flutuava não expressava mais a impotência inicial. A intoxicante e inebriante percepção de que o azul do céu era tudo que ela precisava naquele momento. Deitada sobre a grama, uma mão repousava suavemente sobre a cabeça avulsa, confundida no verde esmeralda.
Saberia explicar as vontades constantes, as realidades presentes e as intenções previstas. As nuvens que se moviam lentamente no céu riscado a fizeram chorar, só daquela vez, derradeira e inexplicável, mas fizeram.
Descender, desdizer, desmentir, desmistificar, desenraizar, desapegar, desprender, entender. Assim, transcender. Desrazão?
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Último baque de entendimento
O som que ecoa por todo o espaço. O céu desaba, pouco a pouco, em segundos irreconhecivelmente idênticos. Todas as luzes oscilam em uma claridade vazia e desnecessária. Tudo fica assim, meio blasé, em um semi-amarelo, semi-estruturado.
A voz segue inferindo palavras de reconhecimento. Enquanto lá fora o mundo acaba, gota por gota, vez após vez. O dispensável ganha valor inestimável, com todos os tons marfim que se poderia ter.
O excesso de ruídos secundários a confundiam. Os fragmentos de familiaridade e suposto foco se misturavam, inevitavelmente, com todas as notas de um cotidiano nada rotineiro.
Fora um dia que começara duas vezes. A melodia que se perdia naquelas quatro paredes isentas de verdade, ou melhor dizendo, alheias a realidade. O raciocínio comprometido, característico dos primeiros instantes da manhã, não a permitiu reconhecer sua falta de intencionalidade. Momentos depois, o dia começara outra vez. Três janelas, duas vontades e um dia pela frente a convenceram de que o sorriso não era mentira.
Enfim, desconfio que seja assim mesmo, juntando um pouco de tudo eu consigo o que quero, o que preciso ou simplesmente o que posso. A seriedade denotada no rosto tinha pouco ou nada dizer, dada a intenção que a precedia.
Cômico pensar que quando se entende o essencial, as outras verdades se esvaem e um gesto sutil reafirma o que se faz presente. Podia ser inconveniente saber o que julgava conhecer em meio as palavras pouco suaves e os risos que caiam jogados nos azulejos riscados.
A voz segue inferindo palavras de reconhecimento. Enquanto lá fora o mundo acaba, gota por gota, vez após vez. O dispensável ganha valor inestimável, com todos os tons marfim que se poderia ter.
O excesso de ruídos secundários a confundiam. Os fragmentos de familiaridade e suposto foco se misturavam, inevitavelmente, com todas as notas de um cotidiano nada rotineiro.
Fora um dia que começara duas vezes. A melodia que se perdia naquelas quatro paredes isentas de verdade, ou melhor dizendo, alheias a realidade. O raciocínio comprometido, característico dos primeiros instantes da manhã, não a permitiu reconhecer sua falta de intencionalidade. Momentos depois, o dia começara outra vez. Três janelas, duas vontades e um dia pela frente a convenceram de que o sorriso não era mentira.
Enfim, desconfio que seja assim mesmo, juntando um pouco de tudo eu consigo o que quero, o que preciso ou simplesmente o que posso. A seriedade denotada no rosto tinha pouco ou nada dizer, dada a intenção que a precedia.
Cômico pensar que quando se entende o essencial, as outras verdades se esvaem e um gesto sutil reafirma o que se faz presente. Podia ser inconveniente saber o que julgava conhecer em meio as palavras pouco suaves e os risos que caiam jogados nos azulejos riscados.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Enquanto o mundo gira
Dia de música, de conversa, de surpresa, de finalidades, de estupor. Período de mãos dadas, de sobriedade questionável e lábios revolvidos.
O rubor no rosto pouco tinha a atestar. Os sussurros cortavam a noite muda intensamente. As vontades se enlaçavam por entre os lençóis riscados, enquanto as mãos se encontravam de vez em outra, perdidas nas intenções previstas.
Verdades ofegantes transpareciam em meio ao silêncio que ricocheteava nas quatro paredes. Era noite de prelúdio, de desejo, de palavra e de outro tanto não mencionado. Os anseios que deslizavam por entre as duas possibilidades cortavam a madrugada obscura, enquanto os dedos longos tentavam se agarrar ao que pudessem.
O rubor no rosto pouco tinha a atestar. Os sussurros cortavam a noite muda intensamente. As vontades se enlaçavam por entre os lençóis riscados, enquanto as mãos se encontravam de vez em outra, perdidas nas intenções previstas.
Verdades ofegantes transpareciam em meio ao silêncio que ricocheteava nas quatro paredes. Era noite de prelúdio, de desejo, de palavra e de outro tanto não mencionado. Os anseios que deslizavam por entre as duas possibilidades cortavam a madrugada obscura, enquanto os dedos longos tentavam se agarrar ao que pudessem.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
A terceira, da direita para a esquerda
O que fazer nos dias de intensidade vazia e olhos fechados? A familiaridade ausente no ambiente costumeiro tinha algo a dizer. Ela continuava omitindo o mais óbvio na forma de uma raiva fugidia, enquanto os nós dos dedos, sobressalentes, se apertam contra a madeira avermelhada.
Ela não conseguia apreender muito bem quem era. Na verdade, não conseguia mesmo e ponto final. Poderia dizer que quase apreciava distrair as situações, enganar as vontades e negar os motivos. A garganta em nó nada mais queria afirmar do que uma angústia fundada em não saber. As palavras se misturavam àquela sensação ímpar que lhe roubava não só o ar, mas também a certeza.
Com todas aquelas vozes soltas, flutuando no espaço vazio, ela fingia não ouvir cada palavra com os olhos cerrados e a atenção aparentemente distante. Os olhos fechados conseguiam entender cada instante enquanto se faziam passar despercebidos.
O chão acinzentado e opaco refletia fracamente todos os anseios nada oportunos. As paredes brancas e irregulares a sufocavam. A porta semi-aberta rangia insistentemente. A cabeça lhe pesava sobre os ombros, as idéias esparramadas de forma sutil e silenciosa cansavam. Os suspiros aspiravam serem notados por um ou mais sorrisos no fim da fileira. As aspirações suspiravam tentando se predizer em outras intenções.
Queria tanto atentar-se para o que sabia espontaneamente e sem meias- palavras sistematicamente mensuradas, antes de tudo lhe atingir os olhos que se apertavam mais uma vez, uma última vez. Os olhos, agora abertos, se embaçavam ao se depararem com a luz excessiva.
Ela não conseguia apreender muito bem quem era. Na verdade, não conseguia mesmo e ponto final. Poderia dizer que quase apreciava distrair as situações, enganar as vontades e negar os motivos. A garganta em nó nada mais queria afirmar do que uma angústia fundada em não saber. As palavras se misturavam àquela sensação ímpar que lhe roubava não só o ar, mas também a certeza.
Com todas aquelas vozes soltas, flutuando no espaço vazio, ela fingia não ouvir cada palavra com os olhos cerrados e a atenção aparentemente distante. Os olhos fechados conseguiam entender cada instante enquanto se faziam passar despercebidos.
O chão acinzentado e opaco refletia fracamente todos os anseios nada oportunos. As paredes brancas e irregulares a sufocavam. A porta semi-aberta rangia insistentemente. A cabeça lhe pesava sobre os ombros, as idéias esparramadas de forma sutil e silenciosa cansavam. Os suspiros aspiravam serem notados por um ou mais sorrisos no fim da fileira. As aspirações suspiravam tentando se predizer em outras intenções.
Queria tanto atentar-se para o que sabia espontaneamente e sem meias- palavras sistematicamente mensuradas, antes de tudo lhe atingir os olhos que se apertavam mais uma vez, uma última vez. Os olhos, agora abertos, se embaçavam ao se depararem com a luz excessiva.
domingo, 31 de janeiro de 2010
Transparência e Mariposas
Pouco me resta
Esse farfalhar constante
As asas que se agitam, se movem
O debater de um entendimento
As vontades que incendeiam uma parede
O pensamento que acende no instante
O iluminar que escapa por cada fresta
Nessa sinestesia de fascinação
Uma atração que se traduz em não saber
Instigando um instante
As palavras somem, a essência se faz
Em trânsito livre: cá estou
E não estou mais
As letras deslizantes da mais singela expressão
O sentido que se perde, para logo se encontrar
Um caos controlado
Um ócio ocupado
Uma possibilidade disponível
Um berro contido
Reações ao insistir dos mais insistentes
Meu espetáculo prescinde da platéia
Cada possibilidade ao meu dispor
Pouco demando, síntese de imprevisibilidade
Seguem, insubordinadamente, rastejando
Transgridem, aos poucos, a obviedade lúcida
Incomodam, irritam, perturbam
Debatendo-se pela intencionalidade da desordem, desrazão
Vou assim, misturando tudo
Confundindo o ontem, o hoje e o amanhã
A verdade insolúvel
Os insetos desejantes
A expectativa inconstante
Esse farfalhar constante
As asas que se agitam, se movem
O debater de um entendimento
As vontades que incendeiam uma parede
O pensamento que acende no instante
O iluminar que escapa por cada fresta
Nessa sinestesia de fascinação
Uma atração que se traduz em não saber
Instigando um instante
As palavras somem, a essência se faz
Em trânsito livre: cá estou
E não estou mais
As letras deslizantes da mais singela expressão
O sentido que se perde, para logo se encontrar
Um caos controlado
Um ócio ocupado
Uma possibilidade disponível
Um berro contido
Reações ao insistir dos mais insistentes
Meu espetáculo prescinde da platéia
Cada possibilidade ao meu dispor
Pouco demando, síntese de imprevisibilidade
Seguem, insubordinadamente, rastejando
Transgridem, aos poucos, a obviedade lúcida
Incomodam, irritam, perturbam
Debatendo-se pela intencionalidade da desordem, desrazão
Vou assim, misturando tudo
Confundindo o ontem, o hoje e o amanhã
A verdade insolúvel
Os insetos desejantes
A expectativa inconstante
sábado, 23 de janeiro de 2010
3 palavras
Não posso me permitir mais somente dançar na frente do espelho, embalada por essas meias verdades disfarçadas no tecido branco do vestido. Preciso de uma concretude presente, um instante quase perfeito, uma aptidão incontestável ou quem sabe uma certeza momentânea.
Minha volatilidade aparece nas ocasiões menos oportunas. Convicção não é um termo exatamente recorrente no meu repertório diário. Faço estável essa necessidade de ser instável, quase o tempo inteiro.
Se por um instante fui poesia, no outro já fui a tristeza mais profunda que só quem traceja essas mal traçadas linhas de grafite entende o que quero dizer. Sou assim, infinita inconstância que pouco entende e pouco tem a entender.
No outro instante explodia em felicidade imensa, felicidade que me encobre inteira e de forma tão simples e completa que o mundo pára de ser o nosso mundo só por um instante. Chegue um pouco mais perto, quero te contar todas as minhas verdades mais secretas, aquelas que até mesmo eu me esqueço que existem dentro de mim. Te digo três palavras só por um instante e assim começa o meu novo mundo.
Minha volatilidade aparece nas ocasiões menos oportunas. Convicção não é um termo exatamente recorrente no meu repertório diário. Faço estável essa necessidade de ser instável, quase o tempo inteiro.
Se por um instante fui poesia, no outro já fui a tristeza mais profunda que só quem traceja essas mal traçadas linhas de grafite entende o que quero dizer. Sou assim, infinita inconstância que pouco entende e pouco tem a entender.
No outro instante explodia em felicidade imensa, felicidade que me encobre inteira e de forma tão simples e completa que o mundo pára de ser o nosso mundo só por um instante. Chegue um pouco mais perto, quero te contar todas as minhas verdades mais secretas, aquelas que até mesmo eu me esqueço que existem dentro de mim. Te digo três palavras só por um instante e assim começa o meu novo mundo.
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